sexta-feira, 27 de abril de 2012

Drogas não combina com esportes


Grande Casagrande emociona com seu depoimento

Hoje recuperado do problema com drogas (oremos), o ex jogador de futebol e comentarista Walter Casagrande foi o modelo do domingo, pelo Domingão do Faustão.
Sem meias palavras, contou de seu drama de convivência com as drogas, que o levaram a se internar por um ano e que ainda é um sério problema em sua vida, a ponto de precisar ser acompanhado por dois psicólogos e um psiquiatra.
Hoje o Faustão foi um “senhor” condutor de entrevista, “tirando” do ex jogador os ensinamentos que muitos precisavam ver e ouvir.
Casagrande chorou em vários momentos e mais ainda quando falou em reconquistar amizade do filho Symon.
Casagrande não poupou palavras e abriu o coração, como que se postando como um modelo para que pais e filhos saibam de como é grave a questão drogas no mundo todo.
O ex-jogador e hoje comentarista explicou o que passou no quadro do Domingão do Faustão, da Globo. Ouviu depoimentos de familiares e colegas de profissão e saiu do palco, às lágrimas, prometendo se reaproximar de seu filho mais novo.
A história envolve Symon Casagrande, filho mais novo do comentarista, que em depoimento, contou que se magoou com o pai ao saber do vício deste em drogas, e sentiu-se traído por não ter ficado sabendo antes. “Quando contaram, todo mundo já sabia. Eu senti raiva e tristeza, porque o meu pai, o meu melhor amigo, fez uma coisa que ele sempre disse para eu não fazer. Hoje a minha melhor amiga é a minha mãe, mas eu estou aberto para ele”, disse Symon, que tem cerca de 18 anos.
Às lágrimas, Casagrande explicou que tentou poupar o filho mais novo, com quem tinha uma relação muito próxima. De quebra, prometeu tentar recuperar o tempo perdido.
“Se eu tenho vários objetivos na minha vida, hoje eu tenho uma maior ainda, que é reconquistar a amizade do meu filho”, disse Casagrande.
Casagrande jogou pelo Corinthians, São Paulo e seleção brasileira e sua carreira foi marcada por muito sucesso.
O quadro foi de pura emoção, tendo um inteligente Casagrande explicando que segue se tratando até hoje, com detalhes de como foi o início de sua internação em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos.
“Lá eu tinha uma rotina. Acordava todo dia às 7h, cuidava da horta, fazia terapia… Nos primeiros quatro meses eu não aceitava a doença, mas depois eu comecei a pensar no que estava causando nas pessoas”, disse Casagrande, que ouviu depoimentos dos pais, dos três filhos e de colegas como Caio Ribeiro e Galvão Bueno.
O quadro foi muito oportuno, num momento em que uma infinidade de famílias convive com o problema das drogas com filhos e ou mesmo pais em uso dos vários tipos de entorpecentes que estão aí à solta.
Faustão, como nunca anteriormente, conduziu a entrevista com muito profissionalismo, subtraindo o máximo de importante que o momento requeria, sem no entanto fazer com que o entrevistado chegasse ao extremo da emoção e nem mesmo se pusesse em condição de reprovação.
Faustão deixou escapar que a Rede Globo não deixou o comentarista Casagrande sozinho em nenhum momento, referindo-se à empresa da família Marinho como “quase perfeita”.
Quem passou pela Rede Globo assina com Faustão, pois são muitos os casos em que a Rede Globo se faz presente não só junto a funcionários, como familiares, assim como por ações sempre em prol de quem precisa.
Boa Faustão, boa Casão!

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